Historia

BREVE HISTÓRIA DA

COOPERATIVA CULTURAL POPULAR BARREIRENSE  (CCPB)

Segundo Armando da Silva Pais, a primeira cooperativa no Barreiro foi criada em 1877 nos caminhos-de-ferro, tendo nascido desta a “Caixa de Socorros dos caminhos-de-ferro do Sul e Sueste” fundada a 18 de Dezembro de 1883, com o engenheiro Miguel Pais na presidência.

Das cooperativas ainda hoje existentes no Barreiro a mais antiga é a Cooperativa de Consumo Operária Barreirense (popularmente designada pela «dos corticeiros», por serem desta classe os seus fundadores) com data oficial da fundação a 11 de Março de 1911.

Menos de dois anos depois era fundada a Cooperativa Popular Barreirense (actualmente designada por Cooperativa Cultural Popular Barreirense – CCPB) a 24 de Maio de 1913. Os seus fundadores foram: João da Luz, José da Luz, José Teodoro Caria, Miguel António Simões, António Lopes, todos serralheiros; Raul da Silva e Manuel das Neves Salgado, caldeireiros; Francisco Fernandes, torneiro; Manuel Tavares, ferreiro e João António do Carmo, estofador. Sendo todos de origem ferroviária, não estavam de acordo com os preços praticados na cooperativa dos caminhos-de-ferro, assim como, tinham o objectivo de fabricarem pão para os associados.

Esta cooperativa de consumo (assim como outras) baseava a sua gerência na compra de grandes quantidades de géneros, que adquiridos desta forma podiam ser vendidos a retalho aos associados a preços mais baixos, já que eliminava neste processo o inflacionamento dos produtos provocada pelos intermediários. A Cooperativa Popular Barreirense (CPB) surge num contexto de grande carestia de bens alimentares em Portugal, num período em que se começa a registar a instabilidade política, militar e social da 1ª República. Não é por isso sem surpresa que o Barreiro assistiu em 1914 à criação de outras duas cooperativas de consumo: uma no Lavradio e outra em Santo António da Charneca, estas entretanto extintas.

Desde 2004, é uma cooperativa cultural, porém já em 1913, ano da sua abertura, entre o pão e o azeite que vendia já emprestava livros, já tinha uma biblioteca, já percebia que a cultura permite ver, ir mais além, crescer, compreender o mundo, integrar-se nele com espírito crítico e tolerância.

Nos seus estatutos estão expressas preocupações de intervenção nas áreas da história e património, nos vários domínios culturais populares e eruditos, na promoção da solidariedade e da democracia através da criação e fruição cultural, na contribuição para a dignificação do Barreiro.

Desde 11 de maio de 2009  que tem o Estatuto de Pessoa Colectiva de Utilidade Pública e em 2013 recebeu o galardão Barreiro Reconhecido.

Tem sede própria localizada no nº 64 – C  da Rua Miguel Bombarda, no Barreiro.