PONTO DE ENCONTRO – CONVERSAS, ESTÓRIAS E MEMÓRIAS O CANTE ALENTEJANO

De novecentos e sete

Que esta causa se repete

Haver tanto aventureiro

Veio a União Fabril

Pensavam que era o Brasil

Veio tudo para o Barreiro

Poema “Tudo para o Barreiro”, Jorge Custódio, 1940

No próximo dia 5 de Maio realizaremos, excepcionalmente ao sábado pelas 15h00, mais um Ponto de Encontro na Cooperativa Cultural Popular Barreirense, desta vez centrado na génese e características do Cante Alentejano, acompanhados pela voz conhecedora do professor José Rabaça Gaspar e pelo Grupo Coral “Os Amigos do Barreiro”.

Como sabemos, em meados do século XIX o processo de industrialização, marcado por três momentos – construção do Caminho-de-Ferro do Sul e Sueste e Oficinas da CP, instalação da indústria corticeira e da CUF, em 1907, determina a formação de um tecido social novo,  com gente vinda de vários pontos do País à procura de trabalho que garantisse o sustento e realizasse os sonhos de uma vida melhor.

Os alentejanos são um caso aparte, não sendo os mais numerosos, são os únicos em que as várias gerações, entre os 18 e os 35 anos, coexistem nas sucessivas vagas migratórias e, protegidos no grupo lançavam, pelas ruas e tebernas um cante arrastado e nostálgico, lembrando a paisagem do seu Além-Tejo, guardado no coração.

Este Cante, hoje, património da humanidade, continua presente no Barreiro e é uma das vozes da nossa memória. E esta é mais uma razão para nos encontrarmos na Cooperativa Cultural Popular Barreirense e conversarmos sobre o Cante Alentejano.