O Vestido Cor de Cereja e o Árbitro

O Vestido Cor de Cereja e o Árbitro

Por Paula e Romão Antunes

Quatro mulheres aguardam na sala de espera de um Hospital. Não se conhecem, mas entreolham-se, e, sem se falarem, tecem considerações umas sobre as outras. Marcantes envolvimentos masculinos nas suas vidas ocupam espaço no silêncio.

O treinador foi contratado pelo clube, aproximadamente a meio do campeonato. Lidera uma equipa sobre a qual paira o espectro da descida de divisão. Finalmente chega o dia. Joga-se para tudo ou nada. Em plena partida de Futebol, no calor da refrega, a bancada exulta com emoções de várias tonalidades.

O Árbitro vai necessitar de todos os sentidos para, perante a imprevisibilidade das acções e acontecimentos, processar em escassos segundos toda a informação recebida e elaborar decisões sucessivas.

O vestido cor de cereja alberga uma sensualidade que pode ser reestruturada, no sentido do erotismo, lealdade e maternidade em convivência.